Meio Ambiente - Inclusão Digital - Responsabilidade Social

Cidadania - Desenvolvimento Sustentável - Inclusão Social
O PROJETO BEM PÚBLICO PARCEIROS A QUEM FALAMOS FALE CONOSCO
REVISTA
Edição nº. 30
- Leia On-line
- Conteúdo da Edição
- Edições anteriores
- Assine a Bem Público
- Anuncie na revista
BUSCA
Procure uma matéria:
MENU
Polêmica marca direito universal à água na ONU
A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou esta semana uma resolução afirmando o direito universal à água e ao saneamento, porém mais de 40 países se abstiveram, dizendo que o tema não está contemplado no direito internacional.




Cerca de 884 milhões de pessoas carecem de acesso à água potável no planeta, mais de 2,6 bilhões não têm saneamento básico, e cerca de 1,5 milhão de crianças menores de 5 anos morrem a cada ano por causa de doenças vinculadas à água e ao saneamento, segundo países patrocinadores da resolução.

A medida, que foi apresentada pela Bolívia e não é de cumprimento obrigatório, diz que o direito à água potável e ao saneamento é “um direito humano essencial ao pleno desfrute da vida e de todos os direitos humanos.”

E, numa cláusula que parece lançar sobre os países ricos o ônus de corrigir a situação, o texto pede aos governos e organizações internacionais que “intensifiquem os esforços” para fornecer água potável e saneamento a todos.

A resolução foi aprovada por 122 votos a favor, nenhum contra e 41 abstenções, principalmente de países desenvolvidos.

Consultora - Os países que se abstiveram alegaram que uma especialista independente, a advogada portuguesa Catarina de Albuquerque, deve apresentar no ano que vem ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, as obrigações dos países a respeito de água e saneamento.

Eles acusaram os patrocinadores da resolução de tentarem esvaziar as conclusões da especialista.

John Sammis, representante dos EUA, disse que a resolução “fica aquém de obter o apoio unânime dos Estados membros e pode até prejudicar o trabalho em andamento em Genebra.” Ele disse que a apresentação da resolução foi precipitada.

A delegada britânica Nicola Freedman afirmou que Londres “não acredita que exista no momento suficiente base legal sob o direito internacional para declarar ou reconhecer a água ou o saneamento como direitos humanos à parte.”

Já a entidade norte-americana Food & Water Watch qualificou a resolução como histórica. “É hora de chegar ao consenso de que os pobres do mundo merecem o reconhecimento desse direito humano, sem mais demora ou equívoco”, disse o grupo em nota na qual acusou os EUA de “obstruírem o reconhecimento do direito humano à água.” (Fonte: Folha.com)


MULTIMÍDIA
NEWS LETTER
Receba notícias no seu e-mail.
E-mail:

Inscrever
Remover


Bem Público é o portal de informações e conteúdo para a cidadania da Hora Pública Editora
Rua Amazonas, 75 - Água Verde - Curitiba - PR - CEP 80610-030 - Fone/Fax: (41) 3332 7580
Todos os direitos reservados