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Serra vai fazer a banda larga chegar a todos
José Serra está preparado para fazer o mais ousado Plano Nacional de Banda Larga quando assumir a presidência porque acumula grande experiência em matéria de democracia digital nos últimos seis anos e dá muita importância ao tema.



Foto: Divulgação

As redes de banda larga são as vias do conhecimento do século 21. Fibras ópticas ou sistemas de transmissão sem fio vão conectar governos, escolas, hospitais, empresas, residências, shoppings, ONGs. Por meio delas, os cidadãos podem ter acesso a todas as formas de informação e serviços.


Estarão incluídos aí o governo eletrônico, televisão sobre  protocolo IP e videoconferência, além de comunicação de voz, dados e imagens. Os países desenvolvidos estão investindo fortemente em modernas estruturas para utilizar da melhor maneira possível a banda larga. O Brasil não poderá continuar fora dessa onda.


Hoje já recorremos à internet para tudo: estudar, trabalhar, conversar, jogar, namorar, conseguir emprego, usar serviços públicos, fazer compras. O poder público usa a internet como ferramenta de transparência e desburocratização. Ninguém mais imagina a vida sem internet. E internet rápida...


Para fazer parte desse universo, por meio da banda larga, Serra sabe que o Brasil precisa levar em conta vários aspectos da questão, entre eles:  


1.   A votação de uma Lei de Informática para regular as modalidades tecnológicas de acesso à internet (discada, 3G/celular, cabo ótico etc)
2. Instalação de rede de infraestrutura (fibra ótica) para suportar o crescimento do acesso, que depende de elevados investimentos
3. A necessidade de capacitação de estudantes, servidores etc. por meio de cursos online


Nos Estados Unidos e na Coreia, por exemplo, o poder público estima a necessidade de investimentos entre R$ 16 bilhões e R$ 25 bilhões para levar a banda larga a 70%/90% da população, com velocidades de 100 Mbps até 2020 (EUA) e um Gbps até 2012 (Coreia).


No Brasil, o serviço é caro, insuficiente e concentrado nas regiões mais populosas. A pesada carga tributária é uma das razões para dificultar a democratização do serviço. Hoje, dos 60 milhões de internautas brasileiros, somente 12 milhões dispõe de banda larga. O pior é que já podia estar bem mais avançado: o FUST (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) acumula quase R$ 9 bilhões arrecadados sem previsão de como serão aplicados.
 


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